Dragon Ball Sparking Zero chega ao Nintendo Switch 2 carregando uma responsabilidade enorme. Não é apenas mais um jogo licenciado da franquia, mas sim o retorno da lendária era Budokai Tenkaichi, uma das séries mais queridas pelos fãs de anime e jogos de luta em arena. A Spike Chunsoft sabe disso e tratou o lançamento como algo grandioso, revisitando a essência do passado, mas ao mesmo tempo adaptando tudo para um público atual que exige qualidade, conteúdo e, principalmente, uma experiência fiel ao universo de Dragon Ball. No Switch 2, o jogo não tenta ser apenas uma conversão, mas sim uma versão pensada para manter a intensidade das batalhas, mesmo com limitações naturais do hardware.
Desde o primeiro contato, Sparking Zero impressiona pelo nível de espetáculo que entrega. As batalhas são grandes, explosivas e carregadas de impacto visual, com golpes que destroem cenários inteiros e poderes que iluminam a tela de forma cinematográfica. O jogo não tenta ser realista no sentido gráfico tradicional, mas aposta fortemente em um estilo que mistura anime com uma apresentação moderna, o que casa perfeitamente com o espírito da franquia. A sensação é de estar jogando o anime, algo que poucos jogos realmente conseguem entregar com tanta competência.
A campanha é um dos grandes destaques. Ao invés de simplesmente repetir as mesmas batalhas clássicas que já vimos em dezenas de outros jogos, Sparking Zero oferece um sistema de rotas alternativas que realmente fazem diferença. O jogador pode mudar eventos históricos da série, criando situações completamente novas e surpreendentes, algo que mantém a experiência fresca mesmo para quem conhece Dragon Ball de ponta a ponta. É divertido testar novas possibilidades, ver personagens assumindo papéis diferentes e observar como o jogo respeita a essência da obra, mesmo quando altera o rumo original dos acontecimentos.Além disso, o jogo oferece uma variedade enorme de opções e modos. Há conteúdo para quem quer jogar sozinho, para quem gosta de se desafiar, para os fãs de multiplayer local e para quem prefere batalhas online competitivas. Esse equilíbrio deixa Sparking Zero muito completo, funcionando tanto como uma experiência nostálgica quanto como um título atual pensado para longas horas de jogo. A quantidade de personagens disponíveis impressiona e a forma como cada um foi trabalhado demonstra o cuidado no desenvolvimento.A lista de lutadores é, sem exagero, um dos maiores atrativos do jogo. Estamos falando de mais de cento e oitenta personagens jogáveis, com direito a transformações, técnicas próprias e personalidades bem representadas em combate. Não é apenas quantidade sem propósito, mas sim variedade com identidade. Cada personagem se comporta de maneira única, e isso incentiva o jogador a experimentar constantemente, descobrir quem combina com seu estilo e explorar possibilidades estratégicas diferentes a cada batalha.
Em termos de gameplay, Sparking Zero resgata tudo aquilo que tornou Budokai Tenkaichi marcante. As batalhas são rápidas, intensas e cheias de mecânicas que valorizam reflexo, leitura de movimento e domínio das habilidades. Teletransportes, rajadas de energia, colisões cinematográficas e golpes finais devastadores fazem parte do ritmo do jogo, e a cada luta a sensação é de estar protagonizando um episódio épico do anime. O modo Sparking, que aumenta drasticamente o poder do personagem, continua sendo um dos momentos mais empolgantes, criando batalhas imprevisíveis e cheias de viradas.No Nintendo Switch 2, o jogo consegue entregar uma experiência muito sólida durante as batalhas. A performance é estável o suficiente para manter o dinamismo e não atrapalhar a jogabilidade. Mesmo com a limitação de rodar a trinta quadros por segundo, a velocidade do jogo e o estilo de câmera fazem com que a ação continue fluida e impactante. Em vários momentos é fácil esquecer que essa não é a versão mais poderosa do game, o que demonstra que o port foi feito com cuidado e respeito pelo público da Nintendo. Visualmente, o Switch 2 faz um bom trabalho em preservar o impacto artístico do jogo. Os personagens mantêm suas expressões marcantes, os efeitos de energia são vibrantes e os cenários respondem de maneira convincente aos golpes. Claro que existem quedas na resolução e simplificações gráficas quando comparado às versões mais potentes, mas nada que comprometa a experiência. No modo portátil, os visuais continuam bonitos e convincentes, algo que torna jogar longe da TV ainda mais prazeroso.Os menus e estruturas de navegação, entretanto, poderiam ser mais bem otimizados. Em alguns momentos é possível notar quedas de desempenho e pequenas travadas ao transitar entre telas e acessar partes específicas da campanha. Não chega a prejudicar a experiência como um todo, mas é uma área que nitidamente poderia receber um cuidado maior em futuras atualizações. Para um console novo, os jogadores naturalmente esperam polimento total em todos os aspectos.Outro ponto que divide opiniões é a forma como parte da narrativa é apresentada com imagens estáticas e poucos momentos de animação mais elaborada. Isso pode decepcionar alguns jogadores que esperavam algo mais cinematográfico e próximo de produções mais modernas. É funcional, cumpre o papel de contextualizar as batalhas e oferecer histórias alternativas interessantes, mas poderia ser mais envolvente visualmente.
No quesito som, o jogo é simplesmente fantástico. As trilhas empolgam, os efeitos sonoros dão peso aos golpes e as dublagens, tanto em japonês quanto em inglês, estão muito bem feitas. A localização em português brasileiro completa a imersão, permitindo que jogadores no Brasil aproveitem tudo com conforto e entendimento total. É um pacote sonoro digno da franquia e absolutamente à altura da expectativa dos fãs.O conteúdo adicional planejado para o jogo também mostra que Sparking Zero foi pensado como uma experiência duradoura. As expansões trazem novos personagens, transformações e cenários importantes para quem gosta de sempre ter algo novo para explorar. O único problema é a diferença de lançamento entre plataformas, fazendo com que os jogadores do Nintendo Switch 2 precisem esperar mais tempo para receber os mesmos conteúdos que já estão disponíveis em outros consoles.
Mesmo com esses pontos negativos, a verdade é que Dragon Ball Sparking Zero no Switch 2 consegue cumprir sua missão principal com excelência. Ele entrega combates eletrizantes, respeita o legado da série Budokai Tenkaichi e, ao mesmo tempo, oferece novidades suficientes para não soar apenas como um revival vazio. É um jogo que conversa com os fãs antigos e, ao mesmo tempo, tem força para conquistar uma nova geração.No fim das contas, jogar Sparking Zero no Nintendo Switch 2 é reviver a magia de Dragon Ball de uma forma intensa, nostálgica e moderna ao mesmo tempo. É daqueles títulos que você liga para jogar uma luta rápida e, quando percebe, já está há horas testando personagens, revivendo batalhas históricas e se perdendo em possibilidades alternativas. Não é perfeito, mas é grandioso e cheio de alma.
Positivo
• Enorme variedade de personagens e transformações com identidade própria
• Campanha com rotas alternativas que trazem frescor às histórias clássicas
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